Aqui há uns dias, vinha a chegar a Palmela ao final da tarde com a minha senhora, eis senão quando me diz ela: “está mesmo a apetecer-me um Fizz Limão”. Ora eu, com a convicção de que não se deve contrariar uma grávida de 38 semanas, entro por Palmela afora, decidido a comprar um Fizz Limão, achando que era tarefa fácil. Foi mais ou menos.
Primeira paragem, Retiro Azul:”Uma Frize Limão?”, e eu:”Não, um Fizz Limão”. Após uma consulta breve ao catrapázio dos gelados: “Desses não temos.”. Seguimos rua acima. Nem parei no bar junto à farmácia velha, achei que nem valia a pena, por isso a seguinte paragem foi o Serafim. Mais uma vez confundido com a Frize Limão, nada de Fizz: “é pá, desses não há”. Maravilha. Seguindo pela rua acima, não parei no café do duque porque não tinha estacionamento, por isso quando cheguei ao largo da Câmara, estacionei o carro em cima da passadeira (mesmo à Palmelão) e num saltinho entrei no Manaites, envolto na semiobscuridade. Também não me safei: “Não temos gelados”. Continuei a subir, parei no Chateâu e aí sim, o João lá me arranjou dois Fizzes Limão, frescos e verdolengos, que saciaram os desejos de uma grávida e de um guloso, sentados na esplanada de madeira virada para a igreja. Estar ali sentado, ao final da tarde, na rua, à sombra e a comer gelados vendo passar vários carros alugados com camones, fez-me concluir que Palmela não passa no teste do Fizz. Apesar dos inúmeros cafés e bares de Palmela (e havemos de voltar a este assunto), o serviço prestado é, a meu ver, desajustado, pelas seguintes razões:
- Aquilo que os cafés e bares têm para oferecer de comida e bebida é fraquinho (veja-se o teste do Fizz)
- Os horários de funcionamento não se ajustam nem aos turistas, nem aos locais (veja-se o caso da Casa Mãe da Rota dos Vinhos, fechada às 19:00 no Verão)
- Com tanta coisa para encher o olho em Palmela, poucos são os cafés com esplanadas para se desfrutar do ar livre e das vistas
